DestaqueEconomia

Dólar opera em alta e chega a bater R$ 4,32

No dia anterior, moeda fechou a R$ 4,2847, próximo ao recorde de 31 de janeiro.

O dólar opera em alta nesta sexta-feira (7), chegando renovar sua máxima recorde histórica acima de R$ 4,30, acompanhando a força da moeda norte-americana no exterior e repercutindo a desaceleração da inflação brasileira.

Às 14h15, a moeda norte-americana subia 0,66%, vendida a R$ 4,3131. Veja mais cotações. Na máxima da sessão, a divisa bateu R$ 4,3234 – maior valor nominal já atingido pela moeda.

No dia anterior, fechou em forte alta de 1,08%, vendida a R$ 4,2847. No ano, acumula alta de 6,86%. O recorde de fechamento, até agora, é de R$ 4,2850, alcançado em 31 de janeiro.

O Banco Central ofertará nesta sexta-feira até 13 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento abril de 2020.

Cenário local

O movimento da moeda americana está alinhado com a valorização da divisa em relação a outras de mercados emergentes. No entanto, mesmo com o dólar nas alturas, os juros futuros se ajustam em baixa, após a inflação oficial de janeiro ficar abaixo da expectativa do mercado, destaca o Valor Online.

O IPCA de janeiro registrou o menor nível para o mês desde o início do Plano Real ao marcar 0,21% de aumento. O número veio abaixo do piso das estimativas do mercado (0,28%) e ficou bem abaixo da mediana de 0,35% obtida a partir das projeções coletadas pelo Valor Data. O caráter benigno da inflação continua no foco dos mercados, mesmo após o Banco Central (BC) ter fechado a porta para novos cortes na Selic no curto prazo.

Os juros futuros, assim, se descolam da pressão contra mercados emergentes, observada na alta do dólar ante o real.

A analista You-Na Park-Heger, do Commerzbank, nota que o real sofreu significativamente nas últimas semanas com especulações de cortes nas taxas de juros. “Agora que isso aconteceu e o BC anunciou que não há mais reduções na agenda, o real não deve sofrer mais pressão de depreciação por esse lado. No entanto, a taxa de juros historicamente baixa permanece um fator oneroso para o real, especialmente porque o juro real está próximo de zero”, diz a analista. Assim, o Commerzbank não espera uma recuperação do real por enquanto e diz que a moeda brasileira continua vulnerável a fases de maior aversão a risco.

Além disso, continuam no foco as preocupações dos investidores com o coronavírus e com o impacto sobre a economia. Ontem, os economistas do J.P. Morgan revisaram a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano de 2% para 1,9%, na esteira da disseminação do novo vírus.

Mercado de trabalho dos EUA

Os mercados observam também relatório de emprego do Departamento do Trabalho dos EUA, que apontou a criação de 225 mil postos em janeiro, mas alta do desemprego de 3,5% para 3,6% no mês passado.

Fonte
PORTAL G1
Tags
Publicidade

DEIXAR UM COMENTÁRIO

Política de moderação de comentários: A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro ou o jornalista responsável por blogs e/ou sites e portais de notícias, inclusive quanto a comentários. Portanto, o jornalista responsável por este Portal de Notícias reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal e/ou familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios