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Dólar fecha em alta e renova recorde pelo segundo dia consecutivo

A moeda dos EUA fechou a R$ 4,32. Durante o dia, chegou a ser negociada acima de R$ 4,34.

O dólar fechou em alta nesta terça-feira (11) e renovou recorde pelo segundo dia consecutivo, com o mercado avaliando riscos de uma recuperação mais lenta da economia em um cenário de juros baixos, o que prejudica a atratividade do real como investimento.

Os investidores repercutiram discurso do presidente do banco central dos Estados Unidos (Fed), a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e também os sinais de impacto reduzido do coronavírus sobre a economia da China.

A moeda norte-americana encerrou a sessão vendida a R$ 4,3269, em alta de 0,10%. Na máxima, chegou a R$ 4,3408, também o maior patamar nominal já registrado durante as negociações. Na mínima, a cotação marcou R$ 4,2974. Veja mais cotações.

Já o dólar turismo, vendido nas casas de câmbio, fechou a R$ 4,51 sem o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Nas casas de câmbio, incluído o tributo, já é vendido acima de R$ 4,75.

Na segunda-feira, o dólar fechou a R$ 4,3224, em alta de 0,06%. No ano, acumula valorização de 7,91%.

Juros no mundo e no Brasil

O chairman do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, foi bastante otimista sobre as perspectivas para a economia norte-americana, mas citou uma ameaça potencial do coronavírus chinês e preocupações sobre a saúde da atividade global no longo prazo, no primeiro de seus dois depoimentos anuais ao Congresso dos Estados Unidos nesta terça-feira (11).

No cenário doméstico, os mercados estiveram atentos à ata da reunião de política monetária do Copom, divulgada nesta terça-feira, em que o Banco Central indicou uma pausa nos cortes da Selic, que já está no menor patamar da história.

O documento é referente à última reunião, na semana passada, na qual o comitê reduziu a taxa básica de juros de 4,5% ao ano para 4,25% ao ano. A ata não soou mais dura do que o comunicado divulgado na ocasião, segundo analistas.

Na semana passada, alguns agentes de mercado chegaram a considerar riscos de volta de cortes de juros no meio do ano caso a economia dê sinais de menor ímpeto.

“Achamos a ata um pouco mais ‘dovish’ (inclinada a afrouxamento monetário, ou seja, a novos cortes de juros) que o comunicado pós-reunião”, disse o Goldman Sachs em nota.

“Não podemos descartar a possibilidade de cortes adicionais em caso de atividade econômica mais fraca do que o esperado e de revisão descendente das expectativas de inflação do mercado”, afirmou o banco MUFG Brasil em relatório.

A redução sucessiva da Selic diminuiu o diferencial de juros entre Brasil e outros pares emergentes, o que pode tornar o investimento no país menos atrativo para estrangeiros e gerar um fluxo de saída de dólar, o que elevaria a cotação da moeda.

Tensão com coronavírus perde força

Mais cedo, o dólar chegou a recuar em relação ao real, graças à queda da tensão quanto aos efeitos do coronavírus na China, na medida em que o número de novos casos de infecção no país começam a diminuir. Houve 2.478 novos casos confirmados de coronavírus na China continental em 10 de fevereiro, contra 3.062 no dia anterior, elevando o total a 42.638. Em função disso, as bolsas de Xangai e Shenzen tiveram alta nesta terça.

Nesta semana, fábricas e empresas chinesas retomaram as atividades depois da pausa para o feriado do Ano Novo Lunar, prolongado pelas autoridades numa tentativa de limitar a disseminação da nova doença que levantou temores sobre uma pandemia global.

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PORTAL G1
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